Quem está, minimamente, preocupado com a atual situação do País e se encontra empenhado para as dificuldades que os Portugueses atravessam, procura encontrar formas de poupar, procura encontrar formas de evitar gastos desnecessários, procura encontrar formas de priorizar despesas, enfim procura evitar a imposição de mais e maiores sacrifícios.
Os factos são o que são e valem o que valem.
Estão a decorrer obras para a construção de um Centro Escolar em Campo Maior.
Fazendo fé no placard de anúncio das obras poder-se-à constatar que nesse Centro Escolar funcionarão:
- pré escolar
- 1.º, 2.º e 3.º ciclos do ensino básico.
A entrada em funcionamento desse novo Centro Escolar implicará a transferência de todos os alunos das escolas:
- do Bairro Novo
- da Fonte Nova
- de Avenida
- do Bairro da Cooperativa
- do 2.º Ciclo do Ensino Básico (ex-ciclo preparatório),
- da maior parte da chamada Escola Secundária.
A atual Escola Secundária ficará exclusivamente com ensino para os 10.º, 11.º e 12.º anos.
Cinco escolas e a maior parte da Escola Secundária ficarão sem qualquer aproveitamento.
Todas estas escolas foram objecto de intervenções recentes.
A Escola Secundária ainda está a ser objecto de obras que envolvem vários milhões de euros. Dentro de ano e meio ficará, na sua maior parte, desativada.
Perante a realidade do País e a situação do parque escolar em Campo Maior, será de continuar a gastar o dinheiro que Portugal, numa obra que não será nem prioritária nem necessária?
Perante esta realidade, talvez fosse recomendável a paragem imediata das obras do novo Centro Escolar por forma a contribuir para a diminuição da despesa pública e assim tornar possível uma mais rápida ultrapassagem da crise.
De facto tudo indica que a construção do novo Centro Escolar que, neste momento, a construção do novo Centro Escolar é uma absoluta desnecessidade, até porque Portugal não tem recursos financeiros para a sua construção.
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sábado, 6 de abril de 2013
sábado, 13 de fevereiro de 2010
EDUCAÇÃO - INSTRUÇÃO
Estes dois termos com significados diferentes foram substituídos, utilizando-se hoje praticamente só o primeiro. Até o Ministério se chama da Educação.
O termo educção é muito mais abrangente o que causa dificuldades quando se reduz à função de transmissão de conhecimentos académicos a cidadãos, crianças e jovens, que frequentam o sistema formal de ensino.
Deixemos esta discussão para os académicos. Um dia ela vai ter ser democratizada permitindo a participação da generalidade dos cidadãos. Porquê? Porque o sistema formal de ensino quer seja público,privado ou social, o mesmo tem como destinatários o universo dos cidadãos.
Nas sociedades evoluídas, nos países desenvolvidos, como é o caso de Portugal o sistema de ensino e as políticas de ensino (educação/instrução) têm como destinatários, os Portugueses.
Há então que envolver o Estado (Administração Pública - nacional, regional e local) e a sociedade civil para que seja possível que as políticas atijam os objectivos.
Campo Maior é uma das localidades onde o sistema de ensino deve atingir os objectivos estabelecidos.
Há, então, que criar as condições necessárias e suficientes para que Estado e Sociedade Civil construam um sistema de educação que possibilite a evolução e desenvolvimento sustentável a que as gerações do futuro têm direito.
As novas competências que estão a ser transferidas para as autarquias têm também, como objectivo promover a participação dos cidadãos das comunidades locais da definição do seu próprio futuro.
A aprendizagem ao longo da vida assim o exige.
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