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quarta-feira, 27 de agosto de 2014

MUDANÇAS NA MISERICÓRDIA

Fecha-se um centro de dia com quase 30 anos de funcionamento, enviam-se o idosos para a Quinta de S. Pedro para uma sala onde ficam confinados durante o dia.
Afastaram-se os idosos do centro da vila. Criou-se um "gheto" para idosos na Quinta de S. Pedro.
Despediram a antiga diretora do infantário.
Destituiram a atual diretora. Por ser filha de um mecânico ?
A partir de 2.ª feira o infantário terá uma nova diretora, por acaso, prima direita da esposa do diretor com o pelouro do infantário. A nomeação será assunto de família ?
Certamente, a creche que ira abrir no ex centro de dia vai ter diretor(a) e mais alguns funcionários, vamos aguardar para sabermos quem são.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

APOIO À POPULAÇÃO IDOSA

Quando analisámos a situação dos idosos em e de Campo Maior fomos confrontados com uma ausência de capacidade suficiente para apoio e acolhimento para aqueles Cidadãos que deles carecem.
Constatamos que muitos idosos vivem isolados com falta de apoio suficiente para garantir o mínimo de dignidade à sua vida.
Constatamos, também, que há idosos de Campo Maior acolhidos em Elvas, Arronches, Vila Fernando e Alter do Chão, pelo menos.
Tudo isto deve ser motivo de alerta para entidades, instituições e sociedade civil.
Porquê?
Porque, na actualidade, há em Campo Maior cerca de 1 700 cidadãos com 65 ou mais anos. Mas daqui a 40 anos seremos 3 400.
Ora se as repostas de apoio social existentes e disponibilizadas para os idosos de Campo Maior não sáo já suficientes e/ou revelam-se insatisfatórias, então teremos que em conjunto pensar a realidade actual e prospectivar o futuro que é já hoje.
Temos que ser capazes de encontrar soluções para a permanência dos idosos que assim o desejarem nas sua próprias residências sabendo que estarão numa evolução de perca de autonomia.
Mas temos que também encontrar novas formas de acolhimento institucional para os idosos que não puderem permanecer nas suas residências.
Mais, melhores e inovadoras respostas sociais teremos que ser capazes de encontrar de forma a garantir melhor qualidade de vida aos "nossos" idosos.
E isto é tarefa colectiva que implica uma maior participação cívica nas Instituições de apoio social.
Estas têm que ser, estar e permanecer integradas, em plenitude, na comunidade concelhia.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

EM 2050 HAVERÁ 3400 IDOSOS EM CAMPO MAIOR

De acordo com as projecções avançadas o envelhecimento absoluto e relativo da população idosa teremos, em Campo Maior, no ano de 2050 cerca de 3 400 idosos (cidadãos com mais de 65 anos).
Esta evolução não pode nem deve ser encarada como um problema e muito menos deveremos ficar a aguardar as consequências desta nova realidade.
Muitas dessas consequências são também já hoje previsíveis: pressão sobre os serviços de saúde (a procura de serviços de saúde irá aumentando progressivamente); pressão sobre os serviços de apoio e acolhimento (procura de serviços da Misericórdia, da CURPI e do Lar de Degolados); pressão sobre as famílias que serão chamadas a apoiar e acolher os seus idosos; pressão sobre as autarquias, porque entretanto estão a assumir competências que estão a ser transferidas pelo Governo.
Estamos pois na altura de iniciar uma abordagem sistémica e integrada de forma a garantir a melhor qualidade de vida possível aos "nossos" idosos.
Parte do diagnóstico está feito. Muitas das medidas a tomar estão identificadas.
Há que começar a agir.
Por vocação, por missão, pela história e pela capacidade já demonstrada a iniciativa deveria competir à santa Casa da Misericórdia de Campo Maior.
Esta Instituição já demonstrou ter competência, capacidade e Know How suficientes para o estabelecimento de parcerias cooperantes assim como para propor novo paradigma de apoios e acolhimento aos idosos.